quinta-feira, 4 de novembro de 2010

praesentio

Ele diz que até dormir se tornou uma tarefa difícil, que não consegue parar de pensar. Faz-se presente através de toda e qualquer rede social a qual você possa pertencer, pra dizer amenidades como quando lembrou de você ao escutar aquela música ou para lembrá-la de como seus olhos ficam pequenos enquanto você sorri. Ressurge com delicadas recordações de momentos nos quais você ainda nem desconfiava que ele só tinha olhos pra você. Entre pequenas brechas, o desgaste entre as soldas da armadura a torna cada vez mais penetrável. Existem inúmeras teorias sobre qual foi realmente a primeira vez em que seus caminhos se cruzaram e sobre como tudo seria mais fácil se…

Ele a observa de uma forma incrivelmente arrebatadora, não deixando que lhe sobre espaço pra nenhum tipo de raciocínio lógico. Não faz sentido e talvez esse seja o sentido afinal. Não existem alternativas além da violenta vontade de mergulhar tão fundo quanto seu tímpano possa permitir, até que seus pulmões esvaziem-se por completo reivindicando por uma dose de ar puro novamente.

Carinhosamente entrelaça a mão na sua enquanto o polegar dele parece fazer suaves desenhos ao redor da sua pele. Esboça um sorriso lateralizado, que confessa uma covinha tímida, enquanto tem dificuldade de manter os olhos fixos em você. Você terá um enfarto agudo do miocárdio muito em breve , tenha sempre à mão uma aspirina, se não começar a inspirar profunda e lentamente. Você sente corar-lhe a face e seu corpo passa a eliminar grandes quantidades de calor, a mão treme descontroladamente ao som da batida ansiosa dos seus pés no chão.

Você o escuta balbuciando algo ininteligível.

Disfarça.

O momento se tornará perfeito se não pronunciarmos uma só palavra sequer.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sem adaptações.

Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã. Já fiz isso, inclusive.

Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e fico horas sem pensar absolutamente nada: (...)
Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais.
Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e você me leva pra Creta, Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo bem.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Impensável.

Arraste-me para o mais longe que puder e suma comigo, ou suma de vez da minha vida.

Algo me diz que perdemos algo. Pode ser que não seja nada demais, pode ser a coisa mais importante do mundo. Não faz diferença, talvez a coisa mais importante do mundo, não seja nada demais.

Os sorrisos que vejo são somente sorrisos, quando você é tudo o que te importa, depois de tanto se importar com um outro alguém. Você prefere ficar sozinho, ouvindo as músicas que ninguém aguenta ouvir por mais de 2 (dois) minutos – você ouve por horas e repetidamente, não é mesmo?!

Dói mais ao nosso amor-próprio sermos desprezados, que aborrecidos.

Eu poderia dizer o que já repeti em refrões antigos: que sou “alguém pra ocupar o lugar / de quem não vai voltar”.

São palavras que me saltam da língua e param nos dentes, sempre que sinto medo de que você confirme a minha hipótese. Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar.

Um dia desses, eis que me invade os fones uma melodia nova. Eu jamais poderia dizer o próximo acorde que viria, pois tudo se desdobrava nos mais intringados trechos, novas partes, em andamentos diferentes, mudando a cada maldito compasso. Em versão resumida: não consegui te decorar, não sei te tocar, e me pergunto algumas vezes por dia quando é que vou ouvir novamente, essa canção.

A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estranha Companhia.

Estranho como tudo se encaixa, separado de quem você é realmente.
Nações crescem e caem, construa e reconstrua as paredes. Todas elas caem se destroem e nada abala você.

Estações vêm e vão, mas você é imutável. E com o movimento de nossas vidas, pouco a pouco nos evoluímos, me encontro ancorada em você.
Assusto-me com o fato de nada te abalar.

Girando, o mundo inteiro apenas gira.
Pessoa a pessoa todas tentando apenas descobrir
Movendo, onde está o poder de tornar mais devagar.
Ficando, fico na força que eu encontrei.

Você nunca muda, sempre é o mesmo.
É sempre será o mesmo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

desafogo.

Luzes apagadas, o barulho silenciou
Nós deixaremos essa cidade antecipados
Logo estaremos de volta à estrada.
Tudo está perdido, mas não esquecido
Uma a uma, as lutas que nós lutamos.
E logo estaremos de volta à estrada.
Por trinta e seis dias.

Estamos longe de casa, e o fim de semana acabou.
Vamos fazer as malas e começar outra vez.
Vinte dias na estrada, acabamos de sair de Feira de Santana.
Com dezesseis dias pela frente.

Apesar de uma parte minha ter ido embora, eu me sinto tão viva
E esta vida que eu levo, é a vida com a qual sonhei
Desde que eu tinha doze anos.
Agora eu cantarei com tudo o que há dentro de mim
Depois de trinta e seis dias na estrada.

Nós encaramos a multidão e começaremos de novo.
Dessa vez no norte de São Paulo, mas uma vez estamos aqui.
É um novo começo e eu viverei essa vida, a qualquer dia.







quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rotura.

Respire, inspire.

Coloque a culpa nos momentos que você passou ou o que você está passando.
Colocarei a culpa em nossa religião, também nos políticos.
Estávamos explodindo de raiva, minha condição é sermos o assunto.
Não teremos geração.
Sem motivos para entusiamos.

Seremos o assunto, a detonação.
Somos a munição.
Nós Somos o fusível e a munição.

Observei a bagunça que fizemos por amor, olha que bagunça nós fizemos.
Temos a nós mesmos para culpar,armamos uma bomba por amor.

Um mundo, um desespero, uma esperança ou...
E uma salvação.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mais um trecho.

" O problema real da vida cristã aparece onde as pessoas normalmente não o procuram. Ele aparece no instante em que você acorda cada manhã. Todos os desejos e esperanças para o dia correm para você como animais selvagens. E a primeira tarefa de cada manhã consiste simplesmente em empurrá-los todos para trás; em dar ouvida a outra voz, tomando aquele outro ponto de vista, deixando aquela outra vida mais ampla, mais forte e mais calma entrar como uma brisa. E assim por diante, todos os dias. Mantendo distância de todas as inquietações e de todos os aborrecimentos naturais, protegendo-se do vento.
No começo, nos somos capazes de fazê-lo somente por alguns momentos. Mas então o novo tipo de vida estará se propagando por todo o nosso ser, porque então estamos deixando Cristo trabalhar em nos no lugar certo. Trata-se da diferença entre a tinta, que esta simplesmente deitada sobre a superfície, e uma mancha que penetra. Quando Cristo disse "sede perfeitos", quis dizer isso mesmo. Ele quis dizer que temos que entrar no tratamento completo. Pode ser duro para um ovo se transformar em um pássaro; seria uma visão deveras divertida, e muito mais difícil, tentar voar enquanto ainda se um ovo. Hoje nos somos como ovos. Mas você não pode se contentar em ser um ovo comum, ainda que decente. Ou sua casca se rompe ou você apodrecera."

(C.S LEWIS - Cristianismo Puro e Simples )

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Simple assim.

O garoto diz que te ama, então tá! Ele te ama.
Tua esposa diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, é as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de muitos quilômetros. Uma demonstração de amor exige mais do que beijos, palavras, atitudes.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...
Sente- se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: ' Eu te amo' não é o início de tudo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Inerente

Todos precisam pertencer a um lugar, a vida se torna solitária sem alguém para cuidar
E quando a vida se torna algo apenas para se pensar,é ai que eu fico feliz de pentercer a você.

As vezes a vida traz mais dor do que a solidão, quando a esperança se vai e eu não consigo mais ficar sozinha.
Quando nada ajuda e eu não posso fazer mais nada, você me cerca e mostra que eu pertenço a ti.

Quando o amor se foi, não havia mais nenhum braço para qual eu poderia correr, eu estava sozinha e sem qualquer objetivo deixando ir todas as coisas que eu sempre quis.

Mas a lembrança veio com os melhores sentimentos.Eu entendi que pertenço a você.










segunda-feira, 6 de setembro de 2010

24 horas atrás.

Vinte e quatro oceanos
Vinte e quatro céus
Vinte e quatro fracassos
E vinte e quatro tentativas
Vinte e quatro procuras de mim
No vigésimo quarto lugar
Com vinte e quatro desistências
No final de um dia.

A vida não é o que eu pensei que era
Vinte e quatro horas atrás
E eu não sou quem eu pensei que eu era
Vinte e quatro horas atrás
E ainda estou cantando
'Espírito me tome em teus braços.'

Existem vinte e quatro razões
Para admitir que eu estava errada
Com todas as minhas desculpas
Existem vinte e quatro fortes motivos.

Veja, eu não estou amarelando
Não estou fracassando
Não estou desistindo
Quando você ressuscitou, eu estava morto.

Vinte e quatro vozes
Com vinte e quatro corações
Todas as minhas sinfonias
Em vinte e quatro partes
Mas hoje transformo em uma
Centralizado e verdadeiro
E continuo cantando;
'Espírito me tome em teus braços. '

Eu quero ver milagres
Para ver o mundo mudar
Agarrar o anjo o mais forte que puder
Por mais que um nome
Por mais que um sentimento
Por mais que uma causa.

Vinte e quatro oceanos
Com vinte e quatro corações
Todas as minhas sinfonias
Com vinte e quatro partes
A vida não é o como eu pensei
Vinte e quatro horas atrás
Ainda estou cantando
'Espírito me tome em teus braços'
Eu não estou amarelando
Não estou desistindo.

Quando você ressuscitou, eu estava morto.
Sou uma nova criatura.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Velha Estória.

Um dia, o atraente soldado John Blanchard foi à biblioteca para ler um livro. (Sei que esse tipo de passatempo pode parecer bem sem graça, mas, provavelmente, ele devia estar sentindo muita saudade do seu lar e não sabia o que fazer. Mas isso o levou a algo bem mais interessante.) John ficou impressionado ao ler umas anotações feitas nas margens de um livro que folheava:

- Nossa, gostaria de conhecer a pessoa que escreveu essas palavras. Elas são tão profundas e inspirativas! Descobriu um nome na capa do livro: Harlyss Maynell, Nova Iorque. (É, sei que ela tem um nome bem esquisito, mas guarde esse nome: Harlyss Maynell é uma personagem muito importante nessa história.)

De alguma forma, John tinha certeza de que havia sido ela quem escrevera nas margens do livro. Então, ele fez algo ainda mais doido e impulsivo, o tipo de coisa que acaba naquela lista dos "dez mais" que dizem que você está solitário quando vai até a biblioteca, encontra um nome na capa de um livro e telefona para a pessoa convidando-a para sair. Bem, está bem, John não convidou Harlyss para sair, mas ele ligou para ela! Procurou o seu nome na lista telefônica de Nova Iorque e perguntou-lhe se poderiam começar a se corresponder. (Isso foi antes de existir o e-mail). Aquela atitude foi bem audaciosa. O cara nem conhecia Harlyss. Ela poderia ser uma traficante, integrante da máfia ou uma assassina! Mas ele estava disposto a ir fundo naquilo.

Que será que ela havia escrito nas margens do livro? Aquelas palavras deviam ser bem inspirativas, não é? Talvez John precisasse desesperadamente de um amigo. Mas voltemos a Harlyss Maynell. Ao que parece, ela devia ser uma pessoa formidável. E deve ter tido uma queda por John, pois concordou em corresponder-se com ele, mesmo sabendo que ele estava indo para a guerra, na Europa. Começaram a se corresponder, e logo John ficou apaixonado por Harlyss... mesmo nunca a tendo conhecido! Ele conhecia apenas o que ela havia escrito nas cartas e nas margens do livro. Entretanto, estava apaixonado! (Garotas, será que vocês não gostariam de ter umas aulinhas de redação com Harlyss? Imaginem, ganhar o coração de um homem com uma caneta! Vocês nem teriam de usar mais o recurso da maquiagem! Brincadeirinha!) Acho que John deve ter começado a ficar bem inquieto por não saber como Harlyss era fisicamente, pois, um dia, John escreveu a Harlyss, pedindo-lhe uma foto.

Mas ela respondeu de forma bem categórica: "Não, não enviarei uma foto minha, porque os relacionamentos não devem ser baseados apenas nas aparências." (Oh, rapazes, vocês considerariam isso um sinal de que talvez Harlyss não seja a pessoa mais bonita deste mundo? Claro que a garota poderia escrever bem, mas o que será que havia de errado com a sua aparência para ela não mandar uma foto?) Muitos caras talvez tivessem desistido bem aí. Mas não foi o que John fez. Como eu disse, as cartas e as anotações dela eram maravilhosas. Por isso John deve ter pensado que ela era apenas uma mulher geniosa. Continuou a ficar cada vez mais apaixonado por ela, mesmo sem nenhuma foto dela para colocar debaixo do travesseiro. Imagine amar alguém que você nunca viu, mas por quem está profundamente apaixonado! Finalmente surgiu uma oportunidade para John conhecer pessoalmente Harlyss.

Ele estava voltando para os Estados Unidos e escreveu a Harlyss, propondo-lhe um encontro em algum lugar onde pudessem jantar. Ela respondeu-lhe que o encontraria na Estação Central de Nova Iorque, bem embaixo do grande relógio. Harlyss disse a John que ele a reconheceria pelo fato de que ela estaria com uma rosa vermelha na lapela. Então, o dia chegou, e John ficou debaixo do grande relógio esperando, esperando. Ele estava um pouquinho nervoso. Afinal de contas, aquele não era um primeiro encontro casual.

Quero dizer, como você se sentiria se estivesse apaixonado pela letra de alguém e tivesse que conhecer não apenas a mão, mas também os olhos e o rosto dessa pessoa? E o lance da fotografia? Será que ela estava escondendo alguma coisa? Todas aquelas perguntas inundavam a sua mente alguns segundos antes de ele descobrir a verdade. Uma linda mulher, com um sorriso provocante, começou a andar em sua direção, fazendo com que ele a seguisse com o olhar. Por um breve momento, John pensou estar olhando para Harlyss.

Ele nem podia acreditar na sua própria sorte! Ela não era apenas uma grande e talentosa escritora, ela era maravilhosa! Mas, aí, ele percebeu que ela não tinha um rosa na lapela. E o seu coração se apertou em desgosto, enquanto ela passava por ele. De repente, viu uma mulher que tinha uma rosa vermelha na lapela. Ela estava em sua frente, sorrindo para ele. Ele quase desmaiou em desespero. Ela era uma senhora simples, baixinha e gordinha, mais velha que a própria mãe de John, de cabelos brancos caindo por debaixo de um chapéu surrado. Seus olhos brilharam quando olhou para ele. Ele olhou novamente para a jovem e linda mulher que desaparecia entre a multidão e sentiu-se dividido. (Sei que esta narração deve estar um pouco incompleta.

Quero dizer, rapazes, o que vocês fariam numa situação dessas? Um rapaz conhecido meu disse que, se fosse John Blanchard, teria voltado correndo para a guerra e feito de tudo para levar um tiro!) Mas John Blanchard foi um herói. Fico contente, porque estou começando a gostar dele. Ele não fugiu, ou passou despercebido, ou agiu rudemente. Na verdade, ele percebeu que, mesmo não podendo construir um relacionamento romântico com Harlyss, ele poderia mostrar gratidão àquela mulher que havia sido uma verdadeira amiga por meio de suas cartas. Então, ele sorriu (o mais que pôde) e disse àquela senhora gordinha:

- Oi, a senhora deve ser Harlyss Maynell. Muito obrigado por ter vindo se encontrar comigo. Será que poderemos jantar juntos? (Agora sim, isso foi uma atitude nobre! Quantos caras que vocês conhecem teriam feito o mesmo?)

A senhora ficou surpresa e disse: - Filho, não sei exatamente o que é que está acontecendo, mas sabe aquela jovem que passou por você agora mesmo? Ela me pediu para usar esta rosa e me disse que, se você me convidasse para jantar, ela o estaria esperando no grande restaurante do outro lado da rua. Ela me disse que era um tipo de teste.


Nossa! Será que as suas emoções podem agüentar uma história dessas? No momento em que você estava ficando frustrado, Harlyss Maynell vira o jogo e mostra ser talentosa, bonita e inacreditavelmente inteligente. Ela sabia que não desejava entrar em um relacionamento com um rapaz sem caráter. Ela sabia que um homem com caráter daria mais valor ao interior de um pessoa do que ao exterior. Que forma de descobrir o caráter de um homem!

Garotas, antes de se apaixonarem por qualquer um, façam o teste. Vocês não querem passar o resto de suas vidas com um "banana". John Blanchard provou ser digno de toda a atenção e tempo de Harlyss. Não se contentem com homem nenhum que não seja digno de seu tempo e atenção. Mantenham seus padrões elevados! Para aqueles rapazes corajosos que ficaram conosco durante todo esse capítulo, meus parabéns. Tenho certeza de que não conseguiram lê-lo sem um pouco de suor e mal-estar. Mas acredito que, pela graça de Deus, até mesmo você pode ser transformado em um "cavaleiro de armadura brilhante"! E nunca se sabe, talvez uma das lindas garotas que estão lendo este mesmo livro, neste exato momento, possa tornar-se a sua princesa algum dia, por isso é melhor começar a fazer alguma coisa! Ela tem padrões elevados até o céu, e você sabe que ela saberá discernir se você é um verdadeiro "cavaleiro" ou não!

(trecho do livro : Romance á Maneira de Deus; de Eric e Leslie Ludy)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Utopia.

Falar sobre consciência pode ser uma tarefa "fácil" e "difícil" ao mesmo tempo. O "fácil" são as explicações científicas sobre o desenvolvimento da consciência no cérebro, que envolvem engrenagens como atenção, memória, circuitos neuronais e estruturas cerebrais, que só serviriam para confundir um pouco mais. Nada disso vem ao caso agora, pelo menos não é esse o meu propósito. Portanto, esqueça! Aqui, vou considerar o lado "difícil", subjetivo e relativo ao sentido ético da existência humana: o SER consciente.


A tagarelice mental, que azucrina tal qual um crime cometido, sem dúvidas não é imoral. É absolutamente humana, natural e foge ao nosso controle. Mas também não é a sua consciência soprando no seu ouvido.


Ao contrário do "vou ou não vou", você é imediatamente tomado por um impulso generoso, procurando fazer tudo conforme foi adestrado, com atitudes educadas e agradáveis para os que estão ao derredor.


Hum! A consciência é assim mesmo: chega sem avisar e não complica, apenas faz!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Princípios em duplicidade

A tendência para o verão de 2011 são vestidos curtíssimos e modelos com tecido de cores neon dos anos 80 promete voltar, mas o que não tem previsão para cair de moda é o tão conhecido sarcasmo. As pessoas fazem questão de demonstrar publicamente o quanto falam do fulano ou riem de ciclano, enquanto muitos testemunham esses vômitos verbais consentindo de forma calada ou até se dando ao trabalho de bater palminhas. A pergunta que não quer calar é que tipo medíocre de criação tais pessoas receberam para cruzarem tão perversamente a linha saudável entre brincadeira e agressão? Questiono-me acerca dos valores com os quais convivemos atualmente e sobre a possibilidade dos mesmos se responsabilizarem por agora tornar cool o desrespeito, a depreciação, inferiorização, calúnia e, é claro, o escândalo – popularmente denominado como barraco. Devo mesmo ter perdido algum passo importante, porque simplesmente não consigo lembrar onde foi que nos despimos da tentativa de sermos sempre o melhor que pudermos para nos confortar com a repugnância do prazer no insulto gratuito, nocivo e autodestrutivo. Durante um curto espaço de tempo pensei ser capaz de mudar algumas destas injustas concepções, mas me surpreende cada vez mais a ignorância que cisma em fazer plantão comportamental em lugares nada inusitados.

Enquanto isso, tem muita gente aumentando ou inventando a história da vida de uma terceira pessoa, como se fosse um jogo, como quem desencaixa desonestamente um quebra-cabeça para montá-lo aleatoriamente. Deve ter sido postada mais alguma fofoca repleta de intriga e com absolutamente nenhuma humanidade em algum blog de celebridades, sub celebridades, ou desconhecidos. Ou até, quem sabe, mais alguma daquelas indiretas diretas em algum outro blog, fotolog, twitter, comunidade no orkut, ou…

Ferramentas não nos faltam e o limite se dá até onde a nossa cruel permissividade puder alcançar.

Dignidade nunca esteve tão fora de moda.

sábado, 14 de agosto de 2010

Signa.

É por você que tenho esperado toda a vida, só eu sei o quanto tenho sido forte para suportar essa saudade que você colocou em mim, mas assim como prometi uma vez, te esperarei até tudo estar pronto.

A única pessoa que me deixa com o coração apertado e pulsando mais forte, sem ao menos te ter ao alcance dos meus olhos sinto ciúmes, me faz dormir todas as noites com um discreto sorriso e me faz acreditar em todas as promessas que já estão sendo realizadas.

Agradecerei incessantemente pela existência, e assim como a minha oração, será a canção que você preparou durante tanto tempo para esse dia especial.

Merecida felicidade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lima.

Senti falta de algo que sempre esteve perto de mim, o egoísmo me segou, e eu achei que nunca encontraria o meu lugar.

Acordei como uma hipnose encerrada provocou um choque em minha mente, descobrir a coisa mais óbvia foi o que transformou a minha realidade e meus valores. Você pequeno me faz chorar com seus carinhos e declarações inocentes que diz, sem saber as consequências, isso importa? Seu magrelo folgado é com você que passo as noites mais importantes, deitados no sofá e assistindo um filme qualquer.E é na sua cama que deito quando estou sem sono e ficamos conversando horas assuntos idiotas,assim, deitada me deparo observando o quanto sou parecida com você e posso até não demonstrar mais tenho orgulho disso. E eu? Sou apenas um pedacinho de tudo isso. Família minha.

Felicidade tem nome e sobrenome e dorme no quarto ao lado todas as noites.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Capítulo 12

Sim, quando a juventude de minha fantasia ainda povoava o mundo com seres iguais a mim, e eu tinha uma certa propensão à sociabilidade, e quando, após a ausência de vários anos, retornei a Dresden e Berlim, depois de minha segunda viagem à Itália, todo mundo me achou maravilhosamente mudado, tão grande tinha sido antes a minha melancolia, quando ainda o impulso natural à sociabilidade, a vontade de me comunicar e a necessidade de adquirir experiência equilibravam-se com a aversão ao ser humano. A chegada da idade adulta, entretanto, acentuou a força repulsiva e enfraqueceu a outra. A partir daí adquiri gradualmente um “olhar solitário”, tornei-me sistematicamente insocial e decidi dedicar o resto da minha vida efêmera totalmente a mim mesmo e, assim, perder o menor tempo possível com aquelas criaturas, a quem o fato de andarem sobre duas pernas conferiu o direito de nos tomarem por seus iguais, ou também, caso notem que não o somos, como ocorre com maioria, ignorarem astutamente isso e nos tratarem como pessoas iguais a elas, ao passo que nós, já aflitos por não o sermos, ainda temos que sentir a dor da injúria.

Schopenhauer

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Apenas obstáculos.

Foram muitas as pessoas que passaram pela minha vida. Muitas também foram as que deixaram sua marca, tenha sido ela boa, ou ruim – ou ambas.

Não costumo sentir remorso ao cortar laços quando enxergo neles algum tipo de nó. Incomoda-me o fato de me sentir presa a alguém. Incomoda-me saber que faço o outro sentir-se acorrentado à mim. Relações são escolhas, são trocas voluntárias de afeições, são uma construção consensual. Mais do que tudo, são demonstrações cotidianas e espontâneas da importância que o outro exerce em quem você é e em quem pretende ser.

Quando não mais existe a genuína vontade de provocar crescimento, ou quando se é indiferente ao motivo daquele largo sorriso, perde-se o propósito. Você caminha em círculos, tropeçando sempre naquele mesmo pedregulho. Estupidamente tenta não ver o que é que o torna tão errante.

É difícil perceber.

Desata o nó.

Você só reconhece que já passou por aquele trecho apenas quando não existe mais onde tropeçar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pensamento.

  Acreditei que seria fácil modular meus sentimentos e reações, criei uma auto defesa contra todos que podiam se aproximar de mim, torci para que essa realmente fosse à solução de ficar imune a acontecimentos dolorosos que iriam me trazer marcas. Adivinhe só, eu estava enganada.

  Acordar com vontade de gritar e assim instantaneamente matar tudo o que ainda pode existir dentro de mim, seria como uma bala perdida, ciente de que nunca irei encontrar o culpado dessa morte tão dolorosa.

  Neste momento permanecer em oculto é única coisa que posso desejar. Peço, por favor, que não perturbe esse momento, pois hoje é única coisa que me resta.

Acordarei amanhã melhor, talvez, mas agora me deixe descansar e permanecer no silêncio.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Suposições

  Pensei que me tornaria cética, que teria preguiça, achei que fosse voltar a me fechar. Eu errei.


  De páginas rasuradas, escritas com um milhão de cores, sou um livro aberto. Não sei arrancar uma só folha, o que não significa que algum dia eu volte a olhar o que me retrocede.
  Sinto como se existissem trechos escritos em algum idioma arcaico que ninguém mais sabe ler. Tive receio que ninguém realmente quisesse sabê-lo.


Pois é errei de novo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nosso tempo

No outono sobre o chão, entre o trafego e os sons comuns e eu estou pensando em marcas e fases, enquanto o vento do norte sopra adiante eu vejo como se amantes passasem por mim. Histórias andantes, de quems, comos, e porques.

Meditando vagarosamente sobre o amor, pensando em você, darei tempo, darei espaço e esperarei por um encantamento, quando for hora de andar por esse caminho. Queremos andar direito eu estarei esperando por você, eu estarei me guardando na noite escura.

O amor está esperando até estarmos prontos, até estar certo. O amor está esperando, é a minha prudência, não frieza. Não há outra mão que eu preferiria segurar.

O clima muda e eu estou falando sobre você para estranhos. Não retenha o tempo, diminua o passo. Agüente se puder.

As apostas estão ficando mais seguras agora que você é meu. Eu poderia escrever milhares de coisa sobre o jeito que você diz meu nome; eu poderia viver uma vida toda com você e depois fazer tudo denovo.


E como eu não posso forçar o sol a nascer ou apressar o começo do verão, também não devo apressar meu caminho para seu coração.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A mente que borbulha.

  Foi um pensamento que me fez chegar aqui, tentar entender por que o direito de ter uma vida é algo tão comum e ao mesmo tempo tão individual, um gosto que não se discute, a música que te faz chorar e sentir saudades é a mesma que faz sua melhor amiga sorrir e só querer viver tudo o que nela está sendo cantada.
  Como pode uma simples lágrimas representar milhões de sentimentos?! Existem perguntas que nunca serão respondidas, mas sempre estaremos atrás da sua resposta.
  Quero chegar muito além de aonde qualquer pessoa chegou; ouvir o que ninguém nunca ouviu e sentir o que jamais penetrou em coração humano. Em uma música ouvi dizer que muitas das nossas ilusões são formadas pelas bandas inglesas, que te fazem acreditar em um conto de fadas, e me pergunto será que acreditar nisso é errado? Porque não acreditar em coisas boas, mesmo que seja em sonho, se tudo fosse real não teria a mesma intensidade e prazer que sinto quando acordo. Você pode controlar sentimentos, situações e pessoas; falar o que quiser sem nenhuma consequência, o prazer de ter a mente borbulhando é algo que nunca quero perder.
  Quero sorrir, chorar, cantar bem alto e desafinado aquela música que toca na rádio, sentir raiva quando me magoarem, ficar com insônia e criar um novo post para o blog, ler a bíblia em 100 dias, sentir meu coração bater mais forte com o menino que me apaixonei nesse verão, pular de para-quedas e sentir a emoção de fazer algo arriscado e mesmo assim me sentir segura. Não precisa fazer diferença para as pessoas, mas tenho a necessidade de fazer diferença para mim.
  " Tudo isso um dia sempre vai embora, é guardado e esquecido e só resta a menina e seus pensamento. "

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tudo de mentirinha.

A necessidade de buscar alguém pra se amar é algo que não me deixa feliz, será que isso é mesmo necessário ou será que isso é só um conceito que penetrou na minha mente e me faz "pirar" a cada minuto que passo sozinha sem saber o que eu realmente quero?


Todas as histórias de conto de fada que cresci ouvindo aconteceram de forma inesperada e quando as princesas estavam em apuros.Será que meu príncipe irá aparecer só quando eu realmente estiver em apuros, ou quando houver necessidade dele aparecer. Nesse momento isso não me interessa, prefiro me preocupar com problemas do mundo, da minha família e mesmo da minha vida, conheço meu coração e sei que ele vai esperar.

Não sei se realmente viver uma história de conto de fadas é uma boa opção, dormir durante muito tempo e esperar o príncipe encantado vir te acordar e enquanto isso a vida passa e você não aproveita nada? Madrastas, irmãs malvadas, bruxas, maçãs envenenadas, sapo/príncipe. Não acho que isso faça parte do meu mundo, prefiro coisas reais sem seres místicos, nojentos ou malvados.
Vou te esperar sem pressa por que sei que no momento certo você vai aparecer todo despenteado cantando e tocando uma música qualquer com uma letra boba e que vai me fazer suspirar.Não quero ouvir sinos tocando nem passarinhos cantando, só a sua voz e meu coração apertado batendo tão forte que irá sair pela boca. E que esse meu desejo se torne realidade.