Algo me diz que perdemos algo. Pode ser que não seja nada demais, pode ser a coisa mais importante do mundo. Não faz diferença, talvez a coisa mais importante do mundo, não seja nada demais.
Os sorrisos que vejo são somente sorrisos, quando você é tudo o que te importa, depois de tanto se importar com um outro alguém. Você prefere ficar sozinho, ouvindo as músicas que ninguém aguenta ouvir por mais de 2 (dois) minutos – você ouve por horas e repetidamente, não é mesmo?!
Dói mais ao nosso amor-próprio sermos desprezados, que aborrecidos.
Eu poderia dizer o que já repeti em refrões antigos: que sou “alguém pra ocupar o lugar / de quem não vai voltar”.
São palavras que me saltam da língua e param nos dentes, sempre que sinto medo de que você confirme a minha hipótese. Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar.
Um dia desses, eis que me invade os fones uma melodia nova. Eu jamais poderia dizer o próximo acorde que viria, pois tudo se desdobrava nos mais intringados trechos, novas partes, em andamentos diferentes, mudando a cada maldito compasso. Em versão resumida: não consegui te decorar, não sei te tocar, e me pergunto algumas vezes por dia quando é que vou ouvir novamente, essa canção.
A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones.