Então nos oferecemos companhia. Uma madrugada tive fome e você apareceu na minha porta "esfirra de queijo?".
Nem muitos assuntos tínhamos, nos faltavam coisas em comum. Criamos um jeito novo de nos relacionar, monossilabicamente excitante.
Passávamos bastante tempo juntos, falávamos sobre uma infinidade de assuntos e eu tinha a impressão de não estarmos dizendo nada um ao outro.
O que fazíamos em todo aquele tempo junto já que não estávamos nos conhecendo?
Mas você não me cobrava. E em troca eu não te cobrava.
Eu não te dizia palavras bonitas da boca pra fora e você não fazia por mim aqueles gestos grandiosos que tanto quis de outrem. Só o espontâneo, algo quase sempre tangendo o trivial. Gostei de você por isso, pelas fraquezas das tuas limitações.
E você gostou de mim pelo excesso de compreensão.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
O que a gente quer?
Complicado.
Eu faria uma lista de desejos bastante sucinta, mas não sei se qualquer pessoa conseguiria captar a complexidade item por item. Eu não teria muitas coisas pra pedir, nunca precisei de quantidade pra ser feliz.
Aliás, quantidade seria até mais fácil.
Eu faria uma lista de desejos bastante sucinta, mas não sei se qualquer pessoa conseguiria captar a complexidade item por item. Eu não teria muitas coisas pra pedir, nunca precisei de quantidade pra ser feliz.
Aliás, quantidade seria até mais fácil.
Tenho um sincero apego a tudo que me arrebata e esse tudo, no caso, é tão pouco.
Talvez eu pedisse pra minha vida ser sempre uma via de duas mãos; talvez eu quisesse dormir e acordar balbuceando reciprocidade, só pra variar um pouco. Talvez eu quisesse que fôssemos bons um para o outro e não somente o outro pro um. Acho que gostaria de perder mais tempo contigo, seria bom perder a noção dele também. Queria que você quisesse saber quem eu sou além da casca, por dentro, lá no fundo. E então eu te contaria que quis ser jornalista, que a minha mãe é a pessoa que mais amo no mundo e que várias vezes quis ouvir tua voz mas não liguei. E te diria que o meu peito ainda dói, mas que ele sabe amar. Queria que você não tivesse medo de me dizer quem é além do supérfluo e que parasse de fazer as coisas só porque quer me agradar. Queria te ver perdendo o controle um pouco, queria que você se perdesse um pouco mais em mim.
Talvez eu pedisse pra minha vida ser sempre uma via de duas mãos; talvez eu quisesse dormir e acordar balbuceando reciprocidade, só pra variar um pouco. Talvez eu quisesse que fôssemos bons um para o outro e não somente o outro pro um. Acho que gostaria de perder mais tempo contigo, seria bom perder a noção dele também. Queria que você quisesse saber quem eu sou além da casca, por dentro, lá no fundo. E então eu te contaria que quis ser jornalista, que a minha mãe é a pessoa que mais amo no mundo e que várias vezes quis ouvir tua voz mas não liguei. E te diria que o meu peito ainda dói, mas que ele sabe amar. Queria que você não tivesse medo de me dizer quem é além do supérfluo e que parasse de fazer as coisas só porque quer me agradar. Queria te ver perdendo o controle um pouco, queria que você se perdesse um pouco mais em mim.
Queria te ver não racionalizando.
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