sexta-feira, 1 de abril de 2011
(a)Versões.
Haviam canções cujo refrões me cansavam, refrões que eu não quero e não vou repetir . Se eu prosseguir em minha caminhada, ignorando quaisquer placas de sinalização e advertências verbais de amigos, serei engolida por esse infinito precípício onde a queda não parece tão ruim, embora não negue que me incomoda não saber quando me chocarei ao chão. O ar, utilizei todo ele, na tentativa de gritar. Essa ansiedade indesejada de sentimento atribui imenso valor até mesmo ao mais insuspeito dos teus sinais. Uma dessas que tú vagas por ai sozinho, balbuciando impropérios ao vento. Pare, descance e me espere. A gente ama e, inconscientemente, encomenda um amor igual. O que nos bate a porta não é menor, não é pior, é diferente. É o amor que outro alguém construiu, esperando receber em troca um espelho do que sentia. Antes dos dez anos a gente aprende: Não é Assim. A gente faz o nosso caminho, e é normal que ele seja estreito e sinuoso. Ninguém consegue andar em linha reta por muito tempo.